Foram 35 os pilotos que compareceram no Kartcross, entre espanhóis e portugueses. A maioria foi de “nuestros hermanos” com 18 participantes. A vitória foi para Antón Muiños Mirás, com um Semog.
Nos treinos, o melhor crono foi de Maikel Vilas, seguido de Nuno Bastos, Ivan Ares, Pedro Rosário, José Mota. Completavam o Top 10, Luís Oliveira, Luís Caseiro, José Luís Pereira, Luís Almeida e João Matias. Entre o primeiro e o décimo, a diferença era de pouco mais de 1 segundo. De realçar, oito portugueses entre os 10 primeiros.
Com 35 pilotos, seria necessário dividir as corridas de qualificação em três séries. Classificação após.
Após estas realizadas, ficaram 17 pilotos apurados diretamente para a Final A. Foram eles Nuno Bastos, Antón Mirás, José Luís Pereira, na primeira linha. Depois, estavam Maikel Vilas e João Matias. Terceira linha, com Juan Pena, Luís Caseiro e Alfonso Fernandez. Ivan Ares e Pedro Rosário eram os pilotos da quarta linha. Depois, Alejandro Paz, José Carlos Pinheiro e Hélder Teixeira. Eugenio Fernandez e Javier Ortega, completavam a linha seguinte. Nelson Rocha e Pedro Palma, eram os últimos apurados diretamente, para a derradeira final.
A estes, juntaram-se os três primeiros classificados da final B, que antes se disputara.
Mota vence final B
Uma final em que José Mota brilhou, ao vencer e depois de ter recuperado oito posições. José Mota que foi o rei das recuperações. Acompanharam-no Manuel Valladolid e Oscar Gomez.
Na final B, quanto a portugueses, o quarto classificado, primeiro dos não apurados, foi Nuno Godinho. Artur Monteiro ficou em sexto, com Tiago Freitas e Luís Almeida nos lugares seguintes. Almeida, com uma prova cheia de azar, tal como Luís Oliveira e João Moutinho. Com as três mangas a pontuarem, qualquer azar duma delas, atira de imediato o piloto para as últimas posições. O que penaliza ainda mais, com este número de participantes. De fora dos classificados ficou António Gonçalves, que desistiu da prova no final de sábado, com problemas mecânicos.
Com 20 apurados, foram muitos os toques no arranque e vários os que não completaram a primeira volta. Assim aconteceu com José Mota, Hélder Teixeira e José Carlos Pinheiro, depois de uns toques à mistura. Três bonitas provas estragadas. Também Alejandro Paz, ficou na volta inicial. Demasiados pilotos, o que, quanto a nós, em nada beneficiam o espetáculo. Na vizinha Espanha, em pisos de terra, as finais são com 15 pilotos.
Vitória do Campeão de Espanha
Na final A, José Luís Pereira e Antón Muiños Mirás disputaram a liderança na primeira curva. Mais atrás, alguns toques, com as provas de João Matias e José Carlos Pinheiro a serem estragadas.
Perto de ser completada a primeira volta, na entrada da reta da meta, alguma confusão, com José Luís Pereira empurrado, perdendo posições. Mirás passa à frente, seguido por Maikel Vilas. Ivan Ares, Nuno Bastos e José Pereira, lutam pela terceira posição. Saem da curva do final da reta, por essa ordem.
Na volta seguinte, os cinco primeiros são os mesmos. Entretanto, um pouco mais atrás, Pedro Rosário recupera posições, com o regressado Luís Caseiro na sua traseira. Com os pilotos mais afastados entre si, nota-se alguma acalmia, quanto a toques.
Mais uma volta e as posições dos primeiros mantêm-se. Rosário e Caseiro, protagonizam alguns dos momentos mais interessantes da final. No quarto posto, Nuno Bastos pensa no título de Vice-Campeão, pois essa posição dá-lhe os pontos da vitória.
Entretanto, no final da quinta volta, José Luís Pereira fica parado à entrada da reta da meta, perdendo a quinta posição.
A final termina com a vitória de Mirás, seguido por Vilas e Ares. Nuno Bastos é quarto, primeiro dos portugueses, com a posição seguinte a ficar na posse de outro luso, o atual e novo Campeão, Pedro Rosário. Logo a seguir, termina Nelson Rocha, também ele a fazer uma boa corrida.
Completam a final, Eugenio Fernandez, Luís Caseiro, Juan Pena, Alfonso Fernandez, Javier Ortega, João Matias e Manuel Valladolid. Todos estes na volta do vencedor. Ver AQUI a classificação da prova.
Estava terminada a prova, com Pedro Rosário a confirmar o título, que já ganhara na prova anterior. Nuno Bastos é Vice-Campeão, com José Mota no terceiro lugar. Mota que bem merecia mais, depois de um domingo de grandes recuperações.
Melhor volta, entre as duas finais, para José Mota, com 45,176s, e não para Nuno Godinho, como a classificação refere. Pequeno prémio de consolação, para o piloto do Team Transwhite. Quanto à melhor volta na final A, foi de Antón Mirás, em 46,307s.
O piso escorregadio, terá beneficiado “nuestros hermanos”, mais habituados a conduzir em terra. Caso não tivesse chovido, a “música” bem poderia ter sido outra.
De realçar que, desde que o Kartcross veio para as pistas de Ralicross, esta foi a prova mais participada.
Estava terminado um belo fim-de-semana de corridas em que nem a chuva conseguiu estragar o espetáculo.
Antón Mirás -Semog
Nuno Bastos – ASK
Pedro Rosário – Semog
Antón Mirás festejou entusiasticamente a vitória em Lousada



