A terceira jornada do Campeonato Nacional de Ralicross, que decorreu no passado fim-de-semana em Sever do Vouga, teve casa cheia, quanto a público e 74 pilotos como participantes.
Entre eles, encontrava-se o piloto da equipa Kaxa & Motor, Joaquim Machado, com o seu bonito e espetacular Peugeot 206 S1600.
E foi na categoria em que o lousadense corre, a Super 1600, que o espetáculo e a adrenalina, andaram em altos graus. Pena, foi uma final de muita confusão e que ditou demasiadas penalizações. Algumas, talvez muito injustas.
Na prova, Joaquim Machado viu as suas prestações prejudicadas por uma transmissão partida, no decorrer da segunda corrida de qualificação. As outras qualificações, tendo em conta que era a primeira vez que corria neste circuito, foram dentro de uma certa normalidade, pois as diferenças de andamento são mínimas, tão equilibrada está a categoria.
Na final, tudo indicava que Joaquim Machado iria fazer mais uma corrida de forte recuperação, tal como aconteceu nas duas provas anteriores. Um bom arranque, como tão bem o piloto sabe fazer, levou-o a recuperar posições. Mas as duas primeiras curvas do circuito e a reta entre elas, foram palco de uma enorme confusão. No meio da confusão, sem que dela pudesse escapar, estava Joaquim Machado. E foram-lhe atribuídas “culpas”. A ele e a mais três pilotos.
Relativamente à desclassificação de Joaquim Machado, pauta-se de uma certa injustiça e talvez face a uma certa influência de terceiros.
O piloto esteve envolvido em duas situações. A primeira, numa zona de aceleração, quando os dois pilotos que seguiam na sua frente se tocam e perdem velocidade. “Não tive a mínima hipótese de evitar o choque, pois estávamos todos muito juntos. Eram uma zona de aceleração e, de repente, o carro que seguia na minha frente abrandou. Era impossível não lhe tocar, mas daí não obtive nenhum benefício”, explicou Joaquim Machado, o piloto do Peugeot 206 S1600.
Poucos metros depois, na travagem para a primeira esquerda do traçado, Joaquim Machado toma a corda do circuito e logo depois há um toque, com outro piloto, que está na sua direita, o qual Machado tenta ultrapassar. Ele atravessa-se, Joaquim Machado passa para a sua frente. Nesta situação, nem valerá a pena discutir se há ou não culpados e de quem será a culpa. Pois logo a seguir, Machado abranda e deixa o outro piloto passar para a sua frente. Também desta vez, sem culpa no toque, não obteve qualquer ganho, quanto à situação. Cumprindo o regulamente e dando ao piloto a oportunidade de retomar a sua posição. Tivesse, ele, Joaquim Machado culpa ou não.
Mas o que aconteceu, depois de tudo isto, foi a exclusão da final, com que Machado foi penalizado.
“Sempre pautei a minha forma de estar na vida pela correção. E é assim que também estou nas corridas de automóveis. Tento dar o meu máximo, tento sempre ser rápido e lutar pela vitória, mas sempre cumprindo as regras. Já competi noutras disciplinas, já ganhei e quem me conhece e segue, ou seguiu, a minha carreira, sabe bem que isto é verdade. Quanto ao que aconteceu no Ralicross Sever do Vouga, não me sinto culpado, sinto sim, uma certa tristeza e desmotivação, por todos os factos ocorridos e pela penalização, injusta, que me foi atribuída. Gosto muito de ganhar, mas sempre cumprindo as regras, pois de outra forma a vitória não tem qualquer significado, para mim. Parece que os Comissários Desportivos foram influenciados por terceiros e que passam para os pilotos, alguma falta de credibilidade”, confessou Joaquim Machado.
Neste momento, a equipa pondera a continuidade no Campeonato Nacional de Ralicross. Não só pelo que aconteceu em Sever do Vouga, mas igualmente por outras situações, ocorridas em anteriores jornadas.
OffRoad Portugal - Comunicação e Assessoria





