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Chama-se Nuno Araújo, iniciou-se este ano no Ralicross e na quarta jornada em que competiu subiu ao lugar mais alto do pódio.

 

 

 

Nuno Araújo é um piloto de Abragão que veio para o Ralicross, este ano. Estreou-se em Mação 1 e, três provas depois já vencia. Aconteceu em Montalegre1, com a vitória na Super Nacional, uma categoria bem participada e em que a competição é muita.
Foi com ele que tivemos esta conversa, onde nos fala um pouco de si.
A primeira questão, teve a ver como apareceu o bichinho” dos automóveis. Explica-nos Nuno Araújo que “começou desde de cedo por curiosidade. Por exemplo, gostava de acompanhar na televisão a Fórmula 1 e ir ver o Campeonato do Mundo de Ralis em Fafe. Depois, foi-se desenvolvendo devido à minha formação académica (Nuno Araújo é engenheiro mecânico – ndr), mas sobretudo pela passagem como trabalhador na Reboconort. Tinha na altura 18 anos. Por força do trabalho tive a oportunidade de conduzir vários tipos de veículos e de acompanhar a Reboconort Racing Team, à data no Camião Racing, o que foi para mim muito entusiasmante”.
A nossa conversa continuou. Agora pedimos a Nuno Araújo que nos falasse sobre a sua estreia em competição. “Foi numa das provas de resistência que se realiza em Lousada, no ano de 2015, a convite da Reboconort e do senhor Eduardo Rodrigues. Aliás, acho que foi ele o principal impulsionador para que hoje esteja a participar no Ralicross”. Chegou ao Ralicross bem acompanhado, ou não fosse pela mão de Eduardo Rodrigues. O multi-Campeão de Camião Racing.
Uma estreia no Ralicross, modalidade em que começou e continua. “Foi uma questão de oportunidade. Experimentei e gostei. Este ano, no dia em que ocorreu a primeira prova do campeonato, em Lousada, fui ver e fiquei convencido que queria experimentar. Decidi comprar um carro e avançar. Pode parecer um absurdo, mas experimentei um carro num domingo e no fim-de-semana seguinte estava em Mação a participar”.
Da forma como aconteceu a sua estreia e uma vitória na quarta prova, pareceria que a sua experiência era grande. Mas não. “Nunca tinha participado em mais nenhuma competição motorizada”.

Modalidade espetacular
Montalegre II, vai ser a sua quinta prova. A nossa pergunta seguinte, foi o que acha da modalidade. “É uma modalidade exigente e relativamente dispendiosa. Como espectador pensei que fosse mais fácil. Depois de participar  é que me apercebi, por um lado, do nível de competição que existe na categoria em que participo. É extremamente difícil tentar ‘andar’ junto dos melhores e dos mais rápidos. O carro tem que estar muito bem preparado, para poderes atingir um bom resultado. Por outro lado, a modalidade é espetacular, sobretudo o ambiente entre os participantes, ainda que em muitas circunstâncias os ânimos se possam alterar, mas acho que é próprio da adrenalina da competição”. Depois de uma parte muito positiva, apareceu um senão. “Noto como menos positivo na modalidade, as condições em que se encontram alguns circuitos e o facto de não haver muitos participantes em algumas provas”. Uma verdade.
Uma vitória no ano da estreia, não é para todos. Parece que nem o nosso entrevistado acreditava ser possível. “Nunca me passou pela cabeça vencer, este ano. Depois de dois acidentes, em Mação 1 e em Sever do Vouga, e ainda de uma avaria na caixa de velocidades em Mação 2, só queria ir à final e terminar. A minha equipa e eu estávamos frustrados, porque acreditávamos que era possível fazer melhor, mas os resultados não apareciam, por causa de algum azar e muita inexperiência minha”. Um pequeno intervalo e Nuno Araújo completou. "Com a vitória em Montalegre 1, senti uma grande alegria, que serviu para compensar o nosso esforço. Serviu também para aliviar a pressão. No final, em jeito de brincadeira, disse à equipa que a minha época já está feita”.
Depois do passado, falamos do futuro. “Não equacionei nada, pois depende muito da minha motivação e disponibilidade financeira. O investimento para andar por cá é elevado e o facto de não ter nenhum patrocinador leva a que tenhamos que analisar prova a prova se há condições para participar. Por exemplo, ainda não sei se irei a todas as provas que faltam para terminar a época”. Esperemos que sim, pois é um dos pilotos que faz falta.
Mesmo a terminar, o nosso entrevistado, fez dois agradecimentos. E bem merecidos. “Queria agradecer à Garagem Veiga e à Reboconort pelo apoio, motivação e suporte para estar neste momento a participar no CNRx”.
A encerrar esta conversa, só desejamos que Nuno Araújo consiga apoios que lhe permitam continuar nesta espetacular e radical modalidade, chamada Ralicross.

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