O nosso entrevistado de hoje é de Vila Real, um homem de “7 ofícios” que ainda consegue tempo para uma "perninha" no Kartcross.

 

 


Foi ele, quem começou por se apresentar, ao OffRoad Portugal. “Chamo-me Hugo Silva, sou de Vila Real e tenho 32 anos de idade. Relativamente à minha atividade
profissional, sou militar da GNR, Bombeiro Voluntário e estudante universitário”.
Depois de apresentado, a conversa voltou-se para o gosto pelo desporto automóvel. E ficámos a saber. “O bichinho pelas corridas já existe há muitos anos. Acho que teria que regressar à minha infância, para me recordar quando começou. Sempre fui um apaixonado por desporto motorizado, o contrário dos meus amigos que era só futebol e mais futebol”.
Um intervalo e falou-nos das primeiras experiências. “Com 18 anos entrei nas primeiras corridas, quando adquiri um karting. Habito ao lado do kartódromo, em Vila Real, e era impossível resistir. Depois, desde 2014 faço parte da equipa médica do Clube Automóvel de Vila Real. Foi com ela que tive o primeiro contacto com o Ralicross. Aconteceu no mundial de WRX em 2014, e foi aí que fiquei apaixonado. Era uma modalidade ainda desconhecida para mim, mas fiquei logo com a ideia que um dia tinha que experimentar e fazer parte do espetáculo. No mesmo ano também estive presente nas provas dos CNRx e CNKx pela equipa médica e foi onde tive o primeiro contacto com o Kartcross”.
Um contacto que ficou para durar. “Para mim foi deslumbrante ver quase duas dezenas de carros sobre motorizados a arrancarem e a fazerem a primeira travagem no gancho no fundo da reta. Fiquei logo com o sentimento de ‘isto é para mim’. Então eu e um amigo que também é policia, daí o nome ‘COPS Motorsport Team’, iniciámos este projeto. Como isto é um passatempo, vamos tentar participar em vários tipos de provas”. Que o projeto tenha rodas para andar, é o nosso desejo.
Antes da prova de Montalegre, só mesmo um Kart. “A única experiência que eu tinha era a que adquiri no karting. Fiz também uma série de treinos, já com o Kartcross, em vários traçados”.

A estreia foi em Montalegre
Uma estreia em competição, que começou em Montalegre I, na época passada, “A estreia, para mim, foi sensacional, pois uma coisa é estar a ver, outra é estar lá no meio. Não consigo descrever, em palavras, o sentimento que tive naqueles minutos de prova. Acho que só quem participa entende. Correu acima do esperado, pois consegui superar de longe as espectativas. Na prova de Montalegre I não passei da fase de treinos, por problemas de caixa de velocidades, mas em Montalegre II, consegui chegar à final, o que para mim já era muito bom. Já na final após duas voltas excelentes, fui obrigado a desistir. Mas mesmo assim fiquei satisfeito.
Sentimentos e sensações diversas, foram sentidas na estreia. “O sentimento é difícil de expressar em palavras. Antes da corrida tinha aquele frio na barriga, muito nervosismo. Ele começou a desaparecer manga após manga. No final acho que ficava ali uma vida inteira e já não queria parar. É uma sensação única”.
A sua opinião sobre o Kartcross, é boa. “O Kartcross é uma modalidade em crescimento e bastante acessível. Acho uma modalidade fantástica e recomendo”.
Quase em final de conversa, falámos sobre o futuro. “Planos? Ainda não estão bem definidos para este ano. Tenho um calendário muito preenchido e não me é possível ter tempo para tudo. Não sei se será possível fazer o campeonato todo, mas devo participar em provas pontuais. Também ando com ideia de experimentar outras categorias de Ralicross e também participar em provas de velocidade. Mas nada de concreto ainda”. Esperamos, este ano, vê-lo em muitas pistas de Off-Road
E chegou a altura dos agradecimentos, “Por fim, agradeço o interesse em partilhar a minha experiência por parte da OffRoadPortugal. Um grande obrigado ao José Silva da JRS Motorsport, sem ele isto não passava de um sonho. A todos os patrocinadores que me ajudaram neste desafio, em especial ao Espaço Maxi-Tem, na pessoa do Sr. Rodrigues, por todo o apoio e não posso esquecer aqueles amigos que me acompanharam nisto e me aturaram. Também ao pessoal da equipa medica (MET) e do Clube Automóvel de Vila Real.
E pronto, estava terminada a nossa conversa com Hugo Silva, um homem de “7 ofícios” que ainda consegue tempo para o desporto que adora. Esperamos por ele, nas pistas de Ralicross, esta temporada.

 

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