Será nos dias 6 e 7 de maio que a Escuderia Castelo Branco irá organizar uma jornada do Campeonato de Espanha de Autocross, tal como aconteceu na época passada.
Ao termos conhecimento desta novidade, para esta época de 2017, tivemos uma conversa com Bruno Vilela, o responsável pelo Off-Road dentro da Escuderia e peça importante para trazer para o nosso país, esta jornada de Autocross.de “nuestros hermanos”.
“A Escuderia Castelo Branco, em 2016, organizou uma prova do Campeonato de Espanha de Autocross. Foi para nós uma aposta ganha, com corridas bem disputas, com cerca de 100 pilotos e categorias bem preenchidas”, começou por nos afirmar Bruno Vilela.
Depois, continuou. “Este ano temos já confirmada a nossa jornada, dias 6 e 7 de maio em Castelo Branco. Achamos que esta é uma modalidade espetacular, bastante diferente do Ralicross, e tínhamos esperança que a nossa prova, do ano passado, alavanca-se o renascimento do Autocross em Portugal. Isso não aconteceu, pois apenas dois pilotos oriundos do Autocross marcaram presença nessa nossa jornada. Esperamos que este ano venham mais e possam assim usufruir das condições que oferecemos. Para a prova deste ano, estamos a trabalhar em algumas novidades, quer a nível de prova quer a nível de pista”. Era bom que mais portugueses comparecessem.
De seguida, a conversa recaiu sobre a pista, que sofreu alguns melhoramentos. “O traçado do nosso circuito foi remodelado, colocando-se cimento em todas as curvas, o que torna o circuito muito mais fácil de manter em boas condições. Também o investimento que foi feito no ‘race control’, com 16 câmaras que cobrem a totalidade da pista. mostrou ser uma das melhores apostas que fizemos. Tudo o que acontece na corrida fica registado, sendo uma grande ferramenta de trabalho que muitas dores de cabeça tira ao Diretor de Prova, aos Comissários Desportivos, bem como todos os pilotos que assim veem esclarecidas muitas situações de corrida”.

De fora no Ralicross nacional
Tratando-se de uma pista com excelentes condições, a conversa recaiu sobre o facto de não fazer parte do nosso calendário de Ralicross. Bruno Vilela esclareceu. “A Escuderia Castelo Branco continua ativa na modalidade, inclusive queríamos este ano organizar um evento do Campeonato Nacional de Ralicross. Apresentamos a nossa proposta numa reunião que os clubes tiveram em Lousada, mas a mesma foi invalidada pela data em que poderíamos realizar o evento, que teria de ser em outubro”. Um intervalo, e recomeçou. “Como é do conhecimento de todos, a Escuderia Castelo Branco tem um calendário bastante extenso. Há provas em todos os meses, sobrando apenas o mês de outubro. Mas o mês de outubro é o mês em que se realiza a Taça de Portugal de Ralicross e essa deve ser para um dos clubes que organiza duas provas ao longo do campeonato. Pode ser que em 2018 consigamos voltar ao Campeonato Nacional de Ralicross”. Esperamos que sim, pois é uma prova que agrada aos pilotos, que gostariam de lá correr já este ano. Além disso, a Escuderia costuma fazer um bom trabalho, quanto à divulgação das suas provas, o que seria uma mais valia também para o CNRX,
Falou-se de Ralicross e a nossa questão seguinte, teve a ver com um balanço do Campeonato da temporada passada. Até porque Bruno Vilela, além de entendido sobre a matéria, é um amante das modalidades do Off-Road.
E o nosso interlocutor, não se fez rogado, pois seguidamente, respondeu. “Em relação ao Campeonato Nacional de Ralicross, do ano passado, e como outsider pois apenas fiz as provas de Sever do Vouga, penso que o Campeonato deu um grande salto quantitativo e qualitativo, pois temos corridas interessantes e muito bem disputadas”.
Uma pausa, e começou por nos falar de cada uma das categorias. “O Campeonato de Iniciados mostrou ser uma verdadeira categoria de iniciação, com provas bem disputadas e com os nossos ‘meninos’ a mostrar a alguns graúdos como se faz. Já os Super Car, infelizmente 2016 não foi o melhor ano. Poucos participantes mas mesmo assim com algumas corridas bem disputadas. Valeu a classe 2 para trazer ao conjunto alguma emotividade. Aguardamos com grande expectativa este ano, pois parece que esta divisão vai estar bem recheada de grandes carros e grandes pilotos”.
Depois, continuou ao falar sobre as duas restantes categorias. Primeiro, a “Super Nacional vem mostrar que nivelar as performances só vem fazer bem às nossas corridas. Um grande Campeonato, com muitos inscritos e com grandes lutas”, A seguir, aquela que poderá ter sido a “rainha” do ano passado. “Na Super 1600, não há palavras! Corridas muito bem disputadas, sempre a fundo, bons carros e grandes pilotos. Pena, só a mancha que caiu sobre esta divisão, que nada tem com organizações ou pilotos, e que tirou algum brilho a este campeonato, mas são coisas que devem ser discutidas nas instâncias próprias”.
Faladas as quatro categorias, deu uma opinião, pois acha que “só falta mesmo, uma classe intermédia entre os Super 1600 e a Super nacional para agitar este campeonato”.
Depois do Ralicross, os Super Buggy. “ Nós sentimos um carinho especial pelos Super Buggy, pois sentimo-nos como um dos seus padrinhos. Foi mais um grande êxito, pois embora ainda como troféu mostrou grandes corridas, carros bem preparados e grandes pilotos, Em 2017 pode ter o seu campeão nesta modalidade, que se soube impor, e que poderá ser coroada com a passagem a Campeonato”.
Faltava falar de mais um grande êxito. E o nosso parceiro de conversa, não se fez rogado. “Para último deixo os Kartcross. Como uma Fénix renasceu em 2016 e atualmente, sem desprimor para ninguém, este foi o grande Campeonato do ano passado. Com mais de 20 pilotos por corrida, com grandes disputas, com carros bonitos e bem preparados, esteve no caminho certo, Agora é seguir em frente”.

Ainda se pode melhorar
“Para o Campeonato em geral, coisas ainda existem para fazer. Contudo, passamos de uns escassos segundos na televisão, como acontecia até 2014, para um retorno de 514.415 euros até outubro do ano passado. Este é um valor a reter, em que se mostra que se está no bom caminho. Agora é preciso continuar a trabalhar e fazer crescer estes importantes valores, pois são eles que vão garantir o futuro da modalidade”. Um intervalo e continuou, “É preciso urgentemente retificar o modo como se fazem as grelhas, para que não se façam corridas com dois carros numa e três na outra, quando podiam correr os cinco numa só série. Depois, estamos à espera dos regulamentos que ainda não foram publicados, mas esperamos que não tragam muitas novidades, pois naquilo que está bem não vale a pena estar a mexer muito. É bom que se clarifique rapidamente a questão dos capacetes, para os Kartcross, para que todos os pilotos saibam, em concreto, o que fazer, pois neste momento está um desnorte completo”.
Mesmo a terminar, o responsável pelo Off-Road da Escuderia Castelo Branco, fez um desejo e um convite.
“Esperamos que 2017 seja um grande ano de Ralicross e Autocross. Convido todos a estarem presentes dia 6 e 7 de maio na nossa prova, Se não puderem participar apareçam, tragam a família e os amigos que serão como sempre bem recebidos”.




