Os planos de Francisco Silva, para este ano de 2017, passam por competir em todas as provas do CNRx, na Super Iniciação.
Depois de se ter iniciado, em 2015, Francisco Silva somente alinhou em duas provas, na temporada passada. A primeira e a derradeira provas do calendário, ambas no Eurocircuito de Lousada. Para este ano, conta reunir apoios que lhe permitam uma temporada completa, ao volante do Citroën Saxo VTS com motor 1.4. O carro com que participou na Taça de Portugal de Ralicross, a última prova da época passada.
E foi sobre esta prova, que recaiu a nossa conversa, com Francisco Silva.
Começou por nos contar. “Não foi um fim-de-semana fácil. No sábado tivemos problemas eletrónicos, logo nos treinos, o que levou a que não ficássemos tão bem posicionados na grelha de partida, para a primeira corrida, como gostaríamos. Depois, nessa primeira corrida de qualificação, levamos um toque, logo na primeira curva. Isso, numa categoria que esteve muito competitiva, levou a que não nos classificássemos tão bem, como poderíamos”.
Com um sábado menos bom, Francisco Silva não baixou os braços, nas corridas do dia seguinte. “No domingo, já foi tudo mais positivo. O carro teve um bom desempenho e a preocupação passou a ser com a escolha de pneus, face ao tempo instável que se fazia sentir”
Mas, pelo resultado final do jovem paredense, parece que as escolhas foram boas. “Na final, saímos da penúltima fila. Um bom arranque e a primeira curva, decidiram a posição no final da volta inicial. Depois, foi a passagem pela Joker lap que levou a uma certa recuperação. Era uma Joker diferente do habitual, bem escolhida pelo CAL. A escolha da volta para lá passar foi excelente e, a partir daí, a ideia era gerir a posição, tentando pelo menos manter o mesmolugar. Depois do nosso adversário do Peugeot 106 ter ido à Joker lap, o segundo lugar ficou na nossa posse. Lutámos por chegar a primeiro, no entanto o baixar da bandeira de xadrez, deu por terminada a prova. O segundo lugar teve sabor de primeiro, visto que, nessa época, estivemos parados desde a prova inicial do Campeonato: Foi uma excelente classificação, o segundo lugar alcançado”.
Quase em final de conversa. Francisco Silva não quis deixar de referir alguns apoios. “O meu maior patrocinador é a Peixaria Largo da Feira, em Paredes, que é dos meus pais. Eles sempre batalharam para conseguirem aminha presença nas provas. Mas contámos com outros apoios importantes, como Sucatas Ribas, Placogomes, Vícios do Corpo, Publiecópia, Century 21, Gasfer e Carreto 27. Este último, apoiou-nos muito, conseguindo as melhores performances possíveis do carro.”
A terminar, referiu um grupo, os “Amigos do Rally” que foi criado “com a iniciativa de nos ajudar a concretizar e a dar continuidade ao nosso sonhe de ser piloto”.
Francisco Silva, um piloto a ter em conta, no Campeonato Nacional da Iniciação, neste ano de 2017.









