Publicamos hoje uma entrevista com Rafael Rocha, o Campeão dos Iniciados 2019, que nos fala da sua ainda curta carreira, bom como dos planos para o futuro.


Rafael Rocha, que é um jovem piloto aveirense, que correu com as cores da Sirgado & Sirgados, começou por nos falar, do início da sua carreira.
“Comecei a correr com 15 anos, fiz a minha primeira corrida experimental na última prova da época de 2015 e o primeiro campeonato em 2016”. Um ano em que terminou na quarta posição, entre oito pilotos que alinharam em provas do Campeonato da Iniciação
Na época passada, os objetivos deverão ter sido cumpridos. “Sem dúvida que foram. O nosso maior objetivo era conquistar o Campeonato e conseguimos. Outro era vencer também a Taça de Portugal, mas infelizmente não correu da mesma maneira, ficando apenas com o segundo lugar. Mas, é verdade, que o mais importante era o campeonato”.
Na nossa questão seguinte, pergntamos em que altura pensou que poderia ser Campeão. A resposta foi imediata. “Desde início que achava que havia alguma possibilidade disso acontecer. A duas ou três provas do final, a vantagem já era significativa mas, mesmo assim, só podíamos festejar no fim, para nada correr mal”.
Sobre o Campeonato, houve duas jornadas que mereceram um “gosto” especial, a Rafael Rocha. “Foram tanto a primeira de Sever do Vouga como a segunda. A primeira, porque foi a prova onde tudo me correu melhor. Ganhamos tudo o que havia para ganhar, foi o pleno. Mas a segunda teve um sabor especial, porque foi onde se definiu o título e onde tive maior apoio tanto de família como de amigos”. Um título merecido e bem festejado, naquela que seria a sua prova em “casa” e que teve muito público a presenciar toda a jornada e a apoiar o jovem Rafel Rocha.
Quanto ao Campeonato, quisémos saber se houve alguma estratégia especial para a conquista do título. “A estratégia foi simples. Não tínhamos o melhor carro do Campeonato e teríamos que gastar muito dinheiro para o melhorar. Então optámos por ter um carro fiável para não falhar em nada”. E resultou, como o prova o título conquistado.
Quanto ao futuro, nem tudo são “rosas”, pois poderá ter de fazer um ano sabático.
“Este ano provavelmente não vou fazer nada. É um ano onde tenho de trocar de categoria e para isso tinha de haver uma troca de carro, o que implica investimentos maiores e, com poucos patrocínios, é quase impossível. Mas não ficarei por aqui”.
Para continuar, Rafael teria de concretizar a venda do Paeugeot 106. “Sim, a venda do meu carro ajudava na compra de outro e tornava-se muito mais fácil competir este ano”. Um carro de um Campeão, um Peugeot 106 competitivo e fiável, como já o provou. Esperemos que apareça a um qualquer jovem, interessado neste Campeonato, dedicado jovens dos 13 aos 18 anos, para o adquirir.
Quase a terminar, uma palvaras para os jovens, que se querem iniciar no desporto automóvel. “Posso dizer que é, provavelmente, o melhor sítio para quem se inicia no desporto automóvel. É uma escola muito boa e que nos dá muita e boa experiência”. Uma verdade.
No fim da conversa, Rocha agradeceu, em primeiro lugar, “aos meus princípais patrocinadores. PR Auto, Ilhavauto, Travocar, Rui Jorge Pata Bola, PJN e a todos que apostaram em mim. Também um agradecimento especial à minha equipa Sirgado & Sirgados, por todo o esforço que também fizeram para chegarmos onde chegamos”.
Um jovem e rápido piloto aveirense, com a humildade, correção e simpatia de um grande Campeão. Esperamos que venda o carro e que continue este ano, a competir nas "nossas" pistas de Ralicross.

 

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