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Como já várias vezes escrevemos, foi no Circuito do Alto do Roçário, pelas mãos do Vouga Sport Clube, que se realizou a primeira prova de Ralicross em Portugal.


E isso aconteceu dias 9 e 10 de dezembro, de 1989. Ou seja, há 30 anos, tal como o VSC refere na sua página do Facebook. Ainda nos recordamos desta estreia.
Nessa época, dirigido pelo professor Carlos Silva, o Vouga já tinha boas relações em França. Vieram cá pilotos estrangeiros, a prova foi um êxito e o vencedor foi Joaquim Santos, o piloto da Diabolique, com o Ford RS200.
No ano seguinte, uma nova organização. Realiza uma prova, esta candidata ao Europeu da modalidade. Foi o Clube Automóvel de Lousada. A jornada decorreu no Circuito da Costilha e, no ano seguinte, o CAL entra para o Europeu.
Está cimentado o Ralicross em Portugal, com provas nos dois circuitos. Quanto a regulamentos, seguia-se o que já estava mais do que provado que funcionava. Ou seja, era o regulamento desportivo das jornadas europeias, utilizado pela esmagadora maioria dos países que organizavam campeonato de Ralicross. Situação que, entre nós, sempre resultou. Cinco carros em linha, nas qualificações, finais A, B e C, com seis carros. Grelhas das finais, com três linhas de dois carros. Tal como ainda hoje se utiliza lá por fora. E com sucesso.
Com um aparte, há que referir que nos anos em que se iniciou o Ralicross. a nossa entidade federativa era presidida por César Torres. Quanto ao Off-Road, era Pedro Cordeiro, o seu diretor.
Mais tarde, com a FPAK dirigida pelo professor Vasconcelos Tavares e com o saudoso Ernesto Gonçalves a comandar os destinos do Autocross e Ralicross, atingiram-se os anos áureos das duas modalidades. No Ralicross outras pistas apareceram, tais com Castelo Branco e Montalegre, tendo até Guilhabreu organizados jornadas.
Os regulamentos desportivos continuavam a ser os do Europeu, com pequenas modificações em alguns artigos. A receita era excelente, era seguida por quase todos os países, e continuava um êxito. Agradava a todos, ou pelo menos à esmagadora maioria.
Quanto à parte técnica, faziam-se regulamentos próprios, bem definidos e que nas classes do Europeu, permitissem não só que os nossos carros, também corressem lá fora, com os outros também pudessem cá correr.
Foram anos de belas Listas de Inscritos e de excelentes corridas. Nessa altura, sabia-se que não era a quantidade de carros que davam o espetáculo. Em pistas pequenas, como são as de Ralicross, quatro ou cinco, com andamentos idênticos, chegam e sobram para que o espetáculo, a emoção e a adrenalina, andem de mãos dadas. Poucos intervalos, sempre carros em pista, todos a lutarem entre si e contra o relógio, era a receita utilizada e que se chama Ralicross.
Depois, as coisas mudaram. E mudaram com a saída do professor Vasconcelos Tavares da presidência da FPAK e a entrada de Luís Pinto Freitas.
Novos regulamentos, tanto de Autocross como de Ralicross. A primeira modalidade, o Autocross, acabaria pouco depois. Em 2011, já não houve provas. Entretanto a FPAK “perdeu” o Europeu de Autocross, que se realizava em Vila Nova de Foz Côa.
Quanto ao Ralicross, em que, por exemplo, as grelhas passaram a ter 15 (sim, 15) carros, levou a que muitos se afastassem. Pilotos e até algumas organizações. Era o bater no fundo, mas a culpa, dizia-se dos lados da federação, era a crise e não os regulamentos.
O Campeonato de Ralicross continuou em 2011, mas no ano seguinte deixaria de se realizar. Passou a ser um campeonato misto, pistas de Ralicross e de Autocross, em que cabiam todas, estivessem ou não, dentro dos mínimos regulamentares. Chamavam-lhe Campeonato de Offroad (mas que nada tinha a ver com o nosso site).
No final desse ano, mais de duas dúzias de pilotos, informaram a FPAK que, no ano seguinte, não correriam em pistas de Autocross.
Na temporada de 2013, regressaram vários circuitos de Ralicross, mas a FAPK manteve a pista de Mação, com uma prova em abril, no traçado de terra. Os pilotos mantiveram a sua decisão e a prova foi adiada para setembro, com Mação a asfaltar o traçado de Autocross. E foi lá que o Campeonato terminou, com a pista já com zonas de asfalto, numa jornada que, infelizmente, quase não ultrapassava as duas dezenas de inscritos.
Seguiu-se a temporada de 2014. Esquecemo-nos de referir que, entretanto, o número de participantes em cada qualificação, já diminuíra. Finalmente reparam que não era a quantidade que trazia o espetáculo. Passara para oito, com grelhas de 3x2x3, mas continuava a não era o que os pilotos desejavam. Nesse ano, juntaram a Super Buggy, ao Ralicross e ao Kartcross. Este que já por lá andava.
Entretanto, os pilotos iam fazendo pressão para que os regulamentos desportivos se aproximassem do que se fazia por terras da “estranja” e no Europeu da modalidade, no qual continuavam os cinco em linha, nas grelhas de partida e seis na final. Isto, depois de uma experiência europeia de oito nas finais, que foi considerada uma aposta falhada.
Finalmente, o que se faz lá fora, viria a ser adotado, mas só quanto às qualificações. Foi um passo em frente e que terá resultado. Pena que o segundo passo, as meias-finais e finais, ainda continuem com oito pilotos.
No Ralicross, pretende-se não prejudicar ninguém, muitos menos os mais rápidos. Agora, veja-se o que acontece em algumas pistas, com a grelhas de oito. Com as linhas dos corredores de partida a não poderem ser calcadas, se ponderarem bem, é preferível partir de sexto, do que de terceiro, quarto ou quinto. Foi por esta situação, entre outras, que nos Europeus, não resultaram as tais finais de oito pilotos.
Neste país à beira mar plantado que, às vezes, tenta ser mais papistas do que o próprio Papa, com alguns regulamentos FIA a serem copiados letra a letra, é pena que não se o faça quanto a esta situação. Repare-se que, até na Suécia, também no Kartcross, em pistas de Ralicross, correm cinco de cada vez e seis nas finais. E o espetáculo existe.
Chegou a altura de voltarmos aos tempos áureos do Ralicross. Pilotos e público já começam a aparecer. Agora há que regulamentar segundo o que é esta espetacular modalidade, chamada Ralicross. Sob pena, se não o fizermos, de voltarmos aos anos maus, que a modalidade já conheceu.

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