Conforme nos foi solicitado, pelos concorrentes do Super Buggy, publicamos o texto que os mesmos remeteram aos Clubes Organizadores e Federação, que poderá ver AQUI. Da mesma forma e a pedido dos Organizadores, tornamos pública, na integra, a resposta dada à missiva.

"Caro Sr. João Moutinho,
Dirigimo-nos a si, pois é a identificação constante no email de onde recebemos a missiva relativa aos “Preços das inscrições Ralicross 2020”.
Estranhamos receber a comunicação vinda do Sr. João Moutinho, uma vez que os representantes dos pilotos de Kartcross e de Super Buggy são os pilotos Jorge Gonzaga e Rui Nunes, e, sobre este assunto não recebemos qualquer comunicação por parte da Fpak ou da Comissão Offroad a mandatar o Sr. João Moutinho para esta, ou outras representações.
Mais, estranhamos que a comunicação venha de um piloto que se encontra suspenso, (piloto que já foi anteriormente condenado pela prática de uma infração disciplinar), conforme decisão do Acórdão relativo ao processo disciplinar n.º 06/2019, do Conselho de Disciplina da Fpak, de 8 de Julho de 2019.
Contudo, e, uma vez que a missiva foi enviada para o email institucional do Vouga Sport Clube, e, que esta Instituição se rege pela clarificação e transparência dos seus atos, esclarecemos o seguinte:
1.      Em 40 anos de existência deste Clube e na organização de inúmeros eventos desportivos, que não só de desporto motorizado, sempre nos pautamos pelo maior respeito e consideração por todo e qualquer participante nas nossas atividades, sendo que nos sentimos no direito de o exigir o mesmo;
2.      Não somos permeáveis ou cederemos a qualquer ameaça de boicote ou chantagem organizada em redes sociais ou outras, sempre estivemos disponíveis para discutir e /ou debater os assuntos que os participantes nas nossas Provas assim entendessem. Os nossos números de contacto são públicos e conhecidos da maioria dos pilotos, que muitas vezes, os utilizam, com nossa autorização, para o pedido de realização de treinos, testes ou qualquer outro assunto que assim entendam;
3.      Como, por vezes, algumas pessoas ligadas ao meio e mesmo alguns pilotos têm memória curta, aproveitamos para recordar o esforço que este Clube fez na altura em que se pretendeu que os Super Buggy fossem admitidos para correr nas Pistas de Ralicross, e, a Fpak se mostrava renitente a esta situação. Durante o ano de 2013 e 2014 promovemos junto da Fpak e dos outros Clubes organizadores um esforço para que fossem admitidos os Super Buggy no Ralicross. Fizemos em 2013 uma prova de demonstração integrada numa prova do Campeonato Nacional de Ralicross e Kartcross, que resultou em prejuízos avultados para o Vouga Sport Clube, na sequência de um acidente do piloto Dionísio Sanguedo, em que uma roda do seu Super Buggy se soltou e atingiu a viatura particular da cronometrista Carla Pontes. Prejuízos esses que foram assumidos pelo Clube, visto o seguro da Fpak não se responsabilizar por prejuízos causados por viaturas duma prova de demonstração em veículos particulares. Contudo, e, apesar deste contratempo, o Clube manteve a intenção inicial, e juntamente com a Escuderia de Castelo Branco, na pessoa do Sr. Bruno Vilela, do representante da Fpak, Sr. João Zenha, do representante do Vouga Sport Clube, Sr. Paulo Tavares, do jornalista, Sr. Rodrigo Vasconcelos e do representante dos pilotos, Sr. Ludgero Santos, fizemos inúmeras reuniões, trocas de emails, mensagens, telefonemas e muito tempo gasto para a criação apresentação à Fpak de um projeto de regulamento desportivo e de um regulamento técnico visando a realização de um Troféu, ou de um Campeonato de Super Buggy.
Fizemos contactos com os restantes Clubes organizadores a solicitar que todos aceitassem os Super Buggy nas suas Provas (contactos por email que ainda hoje guardamos, para que ficassem devidamente registados), nas datas que estes propunham e com o valor de inscrição proposto pelos pilotos, que era de 50,00€, solicitando que essas propostas fossem aceites por todos, e, assim se mantivesse por algumas épocas, até fixarmos, em definitivo essa divisão.
Contrariamente ao que afirma na sua missiva, os valores de inscrição não têm vindo a ser aumentados todos os anos, nos anos de 2014 e 2015 foram de 50,00€, em 2016 e 2017 o valor foi de 75,00€ e em 2018 e 2019 de 145,00€ (sempre valores com IVA e seguro incluído), ou seja, o valor passou a partir de 2018 a ser equiparado às inscrições dos restantes monolugares, os Kartcross e os SSV, numa questão que entendemos de justiça e igualdade entre os participantes.
Pugnamos durante todo este tempo, nas reuniões da Comissão de Offroad e junto da Fpak, para que se mantivesse a Licença de categoria “C” como obrigatória para os participantes nessa divisão, o que se mantém desde 2016, de modo a que não exista qualquer acréscimo de valor aos participantes.
4.      Consideramos, desta forma, ter contribuído decisivamente para que exista nos últimos anos um Campeonato Nacional de Super Buggy, evolução natural do Troféu, mas consideramos também que os custos e as responsabilidades associadas têm subido para todos, e, todos sabemos disso. Não querendo elencar todos os custos de uma organização, vamos só falar dos principais, assim, inscrição das Provas na Fpak, seguro da Prova, cronometragem, licenças camarárias para realização das Provas, licenças Fpak do pessoal ao serviço, maquinaria e manobradores para preparação e manutenção da Pista, água e luz, publicidade e divulgação, policiamento e segurança, equipa médica, bombeiros, reboques, refeições e dormida da organização, prémios, podemos falar em valores de, aproximadamente, 20.000,00€ por prova. Em contas simples se dividirmos este valor pela média de 50 participantes nas provas de Ralicross de 2019, chegamos a um valor de cerca de 400,00€ por participante, sendo que o valor máximo de inscrição que cobramos em 2020 será de 225,00€ às divisões Supercar e Super 1600 e Nacioal 1.6 A.
Sem necessidade de grandes contas ou análises, todos percebemos, que contrariamente ao que alguns pilotos e alguns “letrados” comentadores de redes sociais afirmam, não são os pilotos que pagam “isto tudo”, mais, não nos atrevemos a utilizar os termos que alguns utilizam, pelo respeito que temos pela Fpak, pelos campeonatos em causa e pelos participantes, bem como pela atividade circense,  mas, se os organizadores não tiverem ou trabalharem na captação de patrocinadores e de público para ajudar a suportar as despesas, e se contarem exclusivamente com os valores pagos pelas inscrições dos pilotos, facilmente entrarão em rutura financeira ao fim de 2 Provas que organizem num ano.
5.      Em conclusão, esclarecemos que o aumento que promovemos, não foi apenas na divisão Super Buggy, foi em todas as divisões e de valor igual para todos, ou seja, um acréscimo de 25,00€ no valor final (incluindo seguro e IVA). Consideramos um valor razoável e, sem ser exagerado, face ao atrás exposto e também a outras disciplinas do panorama nacional do desporto automóvel e das tabelas da Fpak. Este valor foi discutido e acertado com os Clubes com assento na Comissão Offroad, a saber, Vouga Sport Clube, Escuderia de Castelo Branco e Clube Automóvel de Vila Real, e também pelo Clube Automóvel de Lousada, sendo certo que, pelo menos, este aumento será praticado por estes Clubes, sendo a opção, decerto desajustada e precipitada de outros Organizadores, da responsabilidade dos mesmos.
Deste modo, apelamos ao bom senso de todos, a que cada um faça a sua análise de toda a situação, não se deixando levar por pressões, influências, ou mesmo, como disse atrás, por ameaças de boicotes ou chantagens, esperando que nos próximos dias 7 e 8 de Março (ou eventualmente no dia 6, para os que vierem de véspera), nos encontremos todos em Sever do Vouga para a abertura daquele que se espera, seja mais um ano de grande sucesso para os Campeonatos de Ralicross, Kartcross e Super Buggy.
 
Saudações desportivas,
 
Vouga Sport Clube, e, devidamente autorizado, em representação de:
Escuderia de Castelo Branco
Clube Automóvel de Vila Real
Clube Automóvel de Lousada"

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