Estas semanas que antecedem o início dos Campeonato de Ralicross, Kartcross e Super Buggy, têm sido demasiado atribuladas.


Tem havido demasiadas questiúnculas, relativas a várias questões, nestes tempos que antecederam, e ainda antecedem, os vários Campeonatos que se disputam em circuitos de pisos mistos.
Começou com as publicações dos Regulamentos e os Calendários, passaram por outras situações, sobre as quais também falaremos, e continuam, agora com modificações de datas.
Quanto às Prescrições Especificas, por exemplo, foram inicialmente publicadas com alguns “lapsos” que, depois vieram a ser corrigidos. Talvez mais atenção por quem os revê, levasse a que assim não acontecesse.
No Kartcross, nos artigos do desenrolar da prova, houve um “regresso ao passado”. Foi-se buscar uma situação que já provou não ser a ideal. Referimo-nos às classificações nas corridas de qualificação, que passarão a ser por série e não pelos tempos de todas as séries. Vai retirar muito do interesse competitivo, à modalidade
No Regulamento do Campeonato, o Calendário, suscitou, e suscita, muitos protestos, face ao número de provas. Isto, tanto por pilotos, como por clubes.
O mesmo aconteceu nos Regulamentos Técnicos. Apraz-se as alterações nos Super Car e nos Super1600. Nos primeiros, na classe 2, deveriam ter sido bem mais profundos, pois há situações que poderão vir a dar “confusões”. Como os artigos relativos às fibras. Não esquecer que esta categoria, terá de englobar os carros da Classe 1, que nela já não possam correr.
Na Super 1600, ao nível da redação dos veículos que podem correr, aproxima-se muitos mais da realidade. O artigo que fala dos carros que correrem em 2013 e 2014, é que deveria desparecer, ou ser totalmente reformulado.
Outra situação, prende-se com a categoria Nacional A1.6, cujo Regulamento Técnico foi publicado com autorização para se correr com caixas de velocidades de comando sequências e com admissões de Variantes Kit ou Super 1600. Viriam a ser proibidas, mais tarde. Esta categoria, ou merece um bom trabalho quanto ao futuro, ou facilmente virá a terminar, muito em breve.
Também no Kartcross, vão ser permitidas algumas preparações de motores. No ano em que se comemoram as bodas de prata, concedem-se alterações que, na nossa opinião, vão trazer mais custos à modalidade, o que pode, e vai, afastar novos pilotos.
A solução para acabar com os motores “faralhados”, está bem perto. Está aqui na vizinha Espanha, com pessoas competentes a verificarem os Kartcrosses, após cada final de prova. E fazem-no rapidamente.
Depois, ainda no Kartcross, foram alteradas as regras das regas da pista. Mais regas, irão trazer a que haja mais lama e mais pó. Este nas zonas de asfalto, a seguir às de terra. Parece-nos, e está mais do que provado, que o pó, terá de ser, e é, dominado com regas mais frequentes nos dias anteriores às provas.
Mudando de assunto, em fevereiro, foi a vez do aumento das inscrições, com um comunicado por parte dos pilotos de Super Buggy. Caiu mal, junto das organizações e, quanto a nós, com todas as razões do lado delas. Mereceu uma resposta por parte do Vouga Sport Clube, e por mais três clubes. Clube Automóvel de Lousada, Clube Automóvel de Vila Real e Escuderia Castelo Branco.
Não será de esquecer que, se não fosse o Vouga, inicialmente, até com algum apoio nosso, certamente que não teríamos Super Buggy, atualmente. Relembremos que o Campeonato de Super Buggy é o que tem, ou no mínimo dos que têm, as inscrições mais baratas, entre todos os Campeonatos de Portugal, além de licenças que são cerca de um quinto, de uma licença da categoria Nacional, do Ralicross. São dos que pagam menos, mas parecem que querem ser dos que mais protestam.
E como se tudo isto não chegasse, ainda vieram os problemas com os pneus Toyo. Nestes últimos anos, sempre fomos defensores de pneus monomarca, de custos mais baixos, para todas aquelas categorias em que era necessário baixar os custos. Os pneus Toyo eram uma boa solução para isso. Mas correu mal. E correu mal, por tardia. Deveria ter sido anunciada antes do final da época passada, altura em que tudo já estava ajustado, e não menos de um mês antes da primeira jornada. Pois nessa altura, já muitos tinham comprados pneus. Felizmente, até pelos responsáveis da Toyo, houve bom-senso e a obrigatoriedade foi retirada, mas com prejuízos de muitos.
Houve-se, mas nada está ainda publicado, que vai existir um troféu Toyo (esperemos que sim) com um prémio monetário a ser entregue ao piloto de cada categoria que esteja mais bem classificado nos Super Buggy, nos Iniciados e na Nacional, desde que tenha utilizado aquela marca de pneumáticos. Vamos aguardar para ver.
Hoje ficamos por aqui. Mas em breve voltaremos a este tipo de assunto.

Pin It
rodape_1.png
Go to top
JSN Boot template designed by JoomlaShine.com